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Um jornalístico organizado por alunos do curso de Comunicação Social da UFC

RU é confirmado no campus do Porangabussu

Exclusivo

UFC confirma RU no campus do Porangabussu, uma reivindicação histórica dos estudantes que chegam a gastar R$ 150 por mês com almoço e lanches; evasiva, a Universidade ainda não dá detalhes sobre a compra do terreno

por Alan Santiago (8J) e Yuri Leonardo (6J)

Um terreno no cruzamento das ruas Major Weyne com Monsenhor Furtado, no bairro Rodolfo Teófilo, pode ser a solução para uma reivindicação histórica no campus do Poragabussu da UFC. O espaço está sendo planejado para abrigar um Restaurante Universitário (RU) – e as novas instalações da Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem (FFOE). A compra foi efetuada no início de setembro.

Segundo o +jabá apurou, o terreno, uma antiga garagem de ônibus, já é vigiado pelos guardas patrimoniais da Universidade. As construções devem se iniciar nos primeiros meses de 2010, e a prioridade é o bloco didático de Farmácia que está em piores condições estruturais – há três salas para 600 alunos. Mas a previsão é que o RU seja ainda uma das primeiras edificações.

Segundo o presidente do Centro Acadêmico de Farmácia, John Robson Ferreira, há um único micro-ônibus para atender todo o campus do Porangabussu e levar os estudantes, na hora do almoço, para o RU do Pici. Devido às condições, a maioria permanece lá, almoçando a um custo de R$ 5 em média. “No fim do mês, a gente gasta uns R$ 150, porque há também os lanches”, acrescenta.

Farmácia

O novo bloco didático deve abrigar todo o curso de Farmácia. Nas palavras de Ferreira, a transferência completa é importante pela praticidade e também porque irá diminuir a insegurança dos alunos no deslocamento de um bloco a outro. Neste semestre, um estudante foi baleado em assalto numa das calçadas do campus.

A nova arquitetura deverá ser vertical, diferente do que é atualmente. A informação foi antecipada pela arquiteta Waldete Cunha de Freitas para a Comissão, nomeada pela diretoria do FFOE e formada por professores e representação estudantil, que formulará documento com as necessidades principais do curso.

O documento deve sair nos próximos meses. A nova estrutura será arquitetada tomando como base exemplos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Silêncio

Mas a construção de um RU, que deve atender quatro cursos, e de novas instalações para o campus permanece envolta em mistério.

Até o fechamento da matéria, o pró-reitor de planejamento, Ernesto Pitombeira, responsável pelas obras, não atendeu as ligações da reportagem e não deu respostas por e-mail. A arquiteta do projeto Waldete Freitas se negou a dar declarações. Segundo ela, apenas Pitombeira ou o coordenador de projetos e obras, Rafael Henriques Neto, poderiam falar. O coordenador não pode se pronunciar, porque está em Quixadá.

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Por que falta comida no RU?

Os responsáveis dizem que o problema é a falta de bandejas limpas e não de comida; estudantes têm de esperar debaixo do sol para receber a ficha

João Carlos (3J) e Mariana Lazari (5J)


O Campus do Benfica tem sido palco de diversos acontecimentos e nem o Restaurante Universitário (RU) conseguiu se safar de ser mais um dos lugares da Universidade Federal do Ceará (UFC) cheio de problemas a serem resolvidos. A comida acabou antes da hora, os residentes ficaram sem café da manhã e jantar. O +jabá foi conferir o que está acontecendo com o RU e descobriu que a demora do fim da reforma do Restaurante é a grande responsável pelos problemas que os estudantes enfrentaram por lá nos últimos dias.

Segundo a chefe da divisão de suprimentos do RU-Benfica, Edineide Nogueira, a parte da reforma já finalizada trouxe muitas melhorias para o restaurante, mas ainda há muito a se fazer. Edineide conta que falta a modificação do espaço de armazenamento e higienização das bandejas. “O maquinário ainda não está instalado. Falta a encanação e a tubulação de eletricidade”, diz. “Nós estamos passando por um momento difícil, lógico, estamos em reforma, mas eu acredito que, quando esse maquinário estiver pronto, nós vamos diminuir os nossos problemas”.

De acordo com Edineide, a quantidade restrita de bandejas – cerca de 1000 bandejas vêm do Campus do Pici para o Benfica durante o almoço – é a responsável pelos dias em que nem todos podem almoçar. O problema, portanto, não é a falta de comida, mas a falta de bandejas limpas.

A quantidade restrita de bandejas seria a responsável pelos dias em que nem todos podem almoçar (Foto: João Carlos / Jabá)

A quantidade restrita de bandejas seria a responsável pelos dias em que nem todos podem almoçar (Foto: João Carlos / Jabá)

Além da comida, o sol e as fichas
A reforma ainda não concluída do Restaurante Universitário é assunto de comentários dos estudantes que passam diariamente pelo local. Vinícius Mota, aluno do curso de Comunicação Social, diz que o restaurante melhorou, mas ainda tem problemas. “A fila para comer fica no sol. Colocar um telhado talvez não tivesse encarecido tanto as obras, mas traria benefícios pra todo mundo”, comenta. Segundo a chefe da divisão de suprimentos do RU, está prevista a construção de uma cobertura até o final do corredor que dá acesso ao restaurante, a construção de um jardim na lateral do prédio, além de um telhado na parte da frente, onde os estudantes ficam para comprar as fichas.

As fichas são outro ponto polêmico quando o assunto é o RU do Benfica. A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) definiu recentemente que cada estudante pode comprar apenas uma ficha por dia. Não é mais permitida a venda em grande quantidade, impedindo os estudantes de garantir, no começo do mês, o almoço de todos os dias. Edineide Nogueira comenta que a decisão foi tomada porque algumas pessoas estavam comercializando as fichas. “Ficou muito chato pra gente. Não tínhamos como controlar essa história”, lamenta.

Estudantes sugerem um telhado para os que têm de esperar do lado de fora (Foto: João Carlos / Jabá)

Estudantes sugerem um telhado para os que têm de esperar do lado de fora (Foto: João Carlos / Jabá)

Sem café, nem jantar: os residentes são os principais prejudicados
O RU deveria oferecer três refeições para os estudantes que moram em residências universitárias, mas, devido à reforma na cozinha, o café da manhã e o jantar não estavam sendo servidos. O Conselho dos Residentes Universitários (Coreu),  junto com alguns dos diretores das residências, convocou uma assembleia com todos os residentes e deliberou pela volta do funcionamento do RU com o café da manha e o jantar, que deveriam estar sendo servidos desde março. “Agora a gente tá recebendo o material para fazer o café, que é mais rápido, e uma quentinha na hora da janta”, conta o residente Aldenor Oliveira, do curso de Química.

“Nenhuma mudança qualitativa”
O RU do Benfica, depois de reformado, ganhou 50 mesas, totalizando 400 lugares. O espaço ficou mais claro e arejado. “Houve, é claro, melhorias no design do prédio, mas ele continua quente, o serviço não melhorou e estamos tendo todo esse problema com a comida. No meu ponto de vista, não houve nenhuma mudança qualitativa”, declara Marcelo Moreira, concludente do curso de Letras e morador da Residência Universitária.

Agora, é esperar pelo fim da reforma, cuja data ainda não está definida, para ver se todas as promessas de melhoria serão cumpridas e se o restaurante vai consegui atender a sua principal função: saciar a fome dos estudantes, professores e servidores da UFC.

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