+jabá!

Um jornalístico organizado por alunos do curso de Comunicação Social da UFC

DCE é reeleito por uma diferença de 223 votos

A chapa Lutamos porque sonhos não envelhecem garante mais um ano à frente do DCE; membro da concorrente DCE de Verdade alega que problemas na Comissão Eleitoral podem ter interferido no resultado

por Renato Sousa (5J)

223 votos de diferença garantiram a chapa da situação, Lutamos porque sonhos não envelhecem (com 3727 votos), na diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE) durante o próximo ano. A apuração encerrou-se pouco depois das 2 horas da manhã do dia 13, entretanto, o resultado já era conhecido desde 12h30, quando a vitória estava matematicamente assegurada e a chapa vencedora iniciou sua comemoração aos pulos e gritando “Quem não pula é governista!”, passando pela Internacional e por palavras de ordem tradicionais entre o movimento estudantil.

Membros da chapa DCE de Verdade (com 3504 votos) já haviam admitido sua derrota quase uma hora antes da comemoração dos adversários, mesmo com apenas 173 votos separando-os da chapa da situação e ainda faltando serem apurados os 645 de um dos grandes redutos da chapa de oposição: campus do Cariri. Tobias Reis, estudante de engenharia de alimentos e membro da chapa de oposição, disse que a votação do Cariri não havia sido grande o bastante para garantir a virada.

Desempenho

Tobias atribuiu a derrota de sua chapa ao momento em que ocorreu a eleição, já que era final de semestre e, segundo Tobias, os membros da DCE de Verdade “dão uma prioridade muito alta às aulas”. Tobias citou também problemas que envolveram a Comissão Eleitoral (CE), já que as urnas do Centro de Tecnologia (CT) só foram abertas no 2º dia de votação e as urnas de Quixadá sequer chegaram a ser enviadas. Lá, as forças que compuseram a DCE de Verdade historicamente vencem. Porém, Tobias acredita que, mesmo com a derrota, “o grupo sai fortalecido desse processo [eleitoral]”.

Chico Lustosa, estudante de Física e membro da chapa vencedora, discorda. Ele avalia que o desempenho da DCE de Verdade deu-se por uma política de “garantir a votação e apenas isso”. O estudante de Física crê que a chapa adversária “não tem um trabalho de conscientização”. Ele crê que a chapa adversária praticava o “puxar pelo braço”, que seria o ganho de votos sem o devido debate. Thiago Matos, estudante de Ciências Econômicas e membro da DCE de Verdade, defendeu-se dizendo que “é difícil puxar mais de três mil alunos pelo braço”. “A maioria das pessoas que votaram [na DCE de Verdade], votaram porque acreditam nas nossas idéias”, completa. Thiago isentou a CE pela derrota. Para ele, a comissão manteve-se neutra, apesar das pressões.

RDs

A chapa Lutamos porque Sonhos não Envelhecem também fez a maioria dos votos na eleição para representantes discentes (RDs) nos conselhos da UFC (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão; Conselho Universitário Conselho de Curadores). A chapa conseguiu 3778 votos contra 3470 da DCE de Verdade, abrindo uma vantagem de 308 votos, totalizando 52,12% dos votos válidos. Isso dá à Lutamos porque Sonhos Não Envelhecem maioria das cadeiras discentes dentro dos Conselhos Superiores da UFC, que possuem representação proporcional às votações.

Filed under: Universidade, , , ,

No Twitter e nas ruas

O +jabá foi saber o que acontece com uma manifestação organizada pela internet. O resultado que se viu na Esplanada dos Ministérios no último sábado foi uma mobilização (por enquanto) espontânea e descentralizada

por Wanderley Neves (6J) , de Brasília

Na primeira vez, foram sessenta; na segunda, vinte. Já na tarde do último sábado (15), foi diferente. Cerca de duzentas pessoas marcharam em volta do Congresso Nacional para protestar contra o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB/AP). Pediam a prisão, a cassação, a renúncia, a devolução do Maranhão; gritavam palavras de ordem em uma ciranda e entoavam o Hino Nacional ao ritmo acelerado das palmas com as bochechas pintadas de verde e amarelo.

Manifestações estavam marcadas para ocorrerem simultaneamente em dezoito cidades do País. A grande marca de todas elas foi a descentralização que caracteriza as mobilizações via internet.Inspirado no movimento organizado por palmeirenses no Twitter pela demissão do técnico Wanderley Luxemburgo, o jornalista e produtor em Porto Alegre Moah Sousa começou no final de junho a postar em seu perfil mensagens com a hashtag #forasarney. A partir disso, o caminho seguido foi aquele comum dos fenômenos virais da Internet: os contatos de Moah passaram a utilizar a tag, o que fez com que mais pessoas passassem a usá-la. Assim foi crescendo a corrente que resultou nos protestos de sábado.

A divulgação, no entanto, não se conteve aos limites do Twitter. Vandré Melo, 22, e Daniel Faria, 23, estudantes de Direito, souberam da manifestação através de mensagens recebidas pelo Orkut. Fazendo as contas, Vandré dizia ter repassado a convocação para todos os contatos dos seus e-mails e os amigos do Orkut, o que daria umas duas mil mensagens. Esse jovem com nome de guerreiro de outras lutas estudantis marchava bem à frente dos manifestantes, segurando um dos lados da faixa que dizia “Investiguem, julguem e prendam Sarney”.

IMG_0041

Do outro lado da faixa estava Pedro Mascarias, de 16 anos. Estudante do Ensino Médio, ele é um dos muitos exemplos que havia ali dum outro estágio da divulgação do movimento. Colegas do colégio particular em que Pedro estuda imprimiram e distribuíram folhetos da campanha e divulgaram nas salas de aula. Mas o que o revoltou e mais o motivou a marchar sob o sol do Planalto Central no último sábado foi a prisão de sete estudantes pela Polícia Legislativa na última quinta-feira (13).

Os estudantes que passaram três horas nas dependências da Polícia no Senado faziam parte de um grupo maior de 25 pessoas que depois de tentar por vários caminhos, conseguiu entrar no Congresso pelo Anexo 3 da Câmara dos Deputados. De lá, foram até o Salão Azul do Senado Federal, onde começaram a discursar e a exibir cartazes contra Sarney, o senador Paulo Duque (PMDB/RJ), presidente do Conselho de Ética da Casa, e toda a Mesa Diretora. O protesto e a prisão foram transmitidos ao vivo pela rádio CBN e estavam nos jornais da noite e nos da manhã seguinte.

Organizados

Essa e outras ações realizadas nas últimas semanas no Senado Federal foram planejadas e executadas pelo Comitê Independente de Mobilização e Atvismo (CIMA). Em entrevista ao Contas Abertas, um dos fundadores, o estudante de Relações Internacionais André Dutra, afirma que o CIMA começou por causa do “Fora Sarney” mas que deve continuar numa luta mais abrangente pela ética no Congresso. Entre os integrantes há caras conhecidas do movimento estudantil de Brasília e militantes partidários, como o próprio Dutra, que faz parte da Juventude do PDT. O estudante de Jornalismo Danilo Soares, 19, outro dos integrantes do CIMA, minimiza a influência de partidos no comitê e afirma que os seus companheiros não participam da manifestação como militantes.

Confira mais fotos do #ForaSarney

Filed under: Mais e Além, , , , ,

PET, que bicho é esse?

O professor Riverson Rios pode ter de renunciar à tutoria do PET da Comunicação em seu primeiro semestre de funcionamento; alunos confessam que ainda não entendem como o Programa funciona

Érico Araújo Lima (3J)

No último dia 26, o professor Riverson Rios, tutor do PET (Programa de Educação Tutorial) do Curso de Comunicação Social da UFC, comunicou aos bolsistas do grupo a possibilidade de ter que renunciar ao cargo de tutor do Programa. Sua saída ainda não está definida, e ele procura tratar do assunto com cautela.

Riverson falou com a equipe do +jabá sobre sua possível saída da tutoria. Segundo ele, será difícil acumular as aulas na graduação e no mestrado e seu novo cargo de vice-coordenador com a tutoria do PETCom. Por ora, não há nenhum nome possível para assumir a função de tutor, o que deixa a decisão de renúncia em suspenso. Até agora, ele não assinou nenhum documento de desistência na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). Ele diz que é preciso levar a questão à reunião de departamento do Curso de Comunicação, quando poderá ser definido, ou não, um novo tutor para o PETCom. O professor disse que continua orientando o PET, como tutor protempore, e destacou a necessidade de não se “gerar incertezas” a respeito do futuro do grupo.

O PET chega à Comunicação

Mas o Programa de Educação Tutorial é novidade no Curso de Comunicação Social – chegou há apenas alguns meses. No início deste ano, foi lançado edital para seleção dos alunos de 3° e 4° semestres que integrariam o PET da Comunicação (PETCom), e desde março, são realizadas as reuniões do grupo. Mas o que é PET? O que ele tem feito? Boa parte dos estudantes do Curso não sabe muito sobre o assunto.

Vanessa Madeira, estudante de Jornalismo do 3° semestre, revela que não se considera muito informada sobre o PET; sabe apenas onde fica a sala e conhece três bolsistas do grupo. Para ela, um dos problemas dessa falta de informação é que “as coisas às vezes acontecem, e não se fala que foi o PET que fez”.

Já João Carlos, da mesma turma de Vanessa, afirma ter um pouco mais de noção sobre o que é o PET, embora também não se considere muito informado sobre o que o grupo tem feito. João vê no PET um grupo de incentivo, “que deve dar apoio a atividades dentro do Curso, promover maior interação entre corpo discente e docente”.

O PET na estrutura da Universidade

Para saber mais sobre o Programa, o +jabá conversou com o ainda tutor do PETCom. Segundo o professor Riverson, as universidades brasileiras começaram a ter PETs nos anos 1970, por iniciativa do Ministério da Educação (Mec). O Programa consolidou-se, ao longo dos anos, na estrutura acadêmica e permaneceu ligado diretamente a um órgão do Mec, a Secretaria de Ensino Superior (Sesu). Nos cursos que têm PET, não há vínculos diretos do Programa com as coordenações, “embora o PET funcione em concordância com os interesses da coordenação – uma boa convivência é salutar”, diz Riverson.

O PETCom, entretanto, não é vinculado à Sesu. Ele faz parte do conjunto de PETs institucionais, criados pela própria UFC há dois anos. Os princípios de funcionamento permanecem os mesmos, a diferença está apenas no órgão ao qual o Programa deve se reportar – este órgão, na UFC, é a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). As atividades, segundo o tutor, permanecem as mesmas, assim como os direitos e a remuneração de tutor e bolsistas; a única diferença, diz Riverson, é “o controle mais local”.

Atualmente, em toda a Universidade, existem 30 PETs, sendo 13 subordinados à Prograd, caso dos PETs da Comunicação Social, Educação Musical e Sistemas de Informação, e 17 ligados à Sesu, o que ocorre nos cursos de Medicina, Engenharia Civil e Economia, por exemplo.

O lugar do PET em um curso de graduação

Segundo o tutor, a importância de um PET em um curso reside no fato de sua maior liberdade em criar atividades extracurriculares, como projetos de extensão, grupos de estudo, mini-cursos, palestras e eventos. Para Riverson, o curso ganha com isso, torna-se capaz de mobilizar mais o espaço acadêmico. O tutor destaca, entretanto, que isso não exclui a possibilidade de um curso sem PET empreender essas atividades: “a vantagem do PET é a regularidade”, pontua.

Riverson considera importante, também, o envolvimento do conjunto de alunos, professores e servidores na formulação de projetos para o PET; ele defende que o Programa não pode ficar isolado. O tutor quer que os alunos deem sugestões sobre ações que possam ser feitas para melhorar o curso. Convida qualquer pessoa interessada a procurar um bolsista ou o próprio tutor e garante espaço para exposição de idéias nas reuniões semanais do grupo, todas as sextas-feiras das 13 às 14 horas. “O PET é do curso: está aberto a todos que queiram participar, propor, discutir assuntos ligados ao curso, trazer idéias, ajuda”, diz o tutor. A sala provisória do PET é compartilhada pelos membros do grupo de extensão “Liga Experimental de Comunicação” e fica entre os dois laboratórios de informática, no 2° andar.

A bolsista do PET, Natalia Marques, acredita que os alunos do curso não têm se envolvido, ainda, com as atividades do grupo porque “não sabem muito o que é o PET”. Ela percebe um certo receio da parte dos estudantes em se aproximar, muitas vezes porque “pensam que a sala do PET é só da Liga”. Natalia aponta que a ausência de uma identidade visual, já que a logo está sendo desenvolvida pelos alunos de Introdução à Publicidade da professora Glícia Pontes, dificulta a divulgação das atividades do grupo. A expectativa, diz Natalia, é resolver o problema do desconhecimento do grupo na palestra inaugural do PET com a jornalista Adísia Sá, prevista para o dia 9 de junho, caso não sejam necessárias alterações em virtude da renúncia do tutor.

A composição do PETCom

Todo PET seleciona 4 bolsistas remunerados a cada ano, que podem permanecer no grupo até a conclusão do curso, no 8° semestre. Em um PET que começa suas atividades, caso do PETCom, são selecionados quatro novos bolsistas a cada ano que se segue, de modo que até o 4° ano de existência do grupo, devem ser totalizados 12 bolsistas remunerados, ponto de consolidação do grupo. A idéia desse sistema de seleção é, segundo Riverson, garantir “uma rotatividade salutar para o grupo”.

O PET da Comunicação tem suas quatro bolsas distribuídas entre alunos das habilitações de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda. São do Jornalismo os bolsistas Natalia Marques, do 4° semestre, e Paulo Araújo, do 3° semestre; são da Publicidade José Ângelo, do 3° semestre, e Priscila Façanha, do 4° semestre.

Riverson diz também que a Prograd incentiva a seleção de bolsistas não remunerados, para aumentar o número de pessoas contribuindo e para substituir algum bolsista remunerado desistente. No processo de seleção para a primeira turma do PET, o tutor optou por selecionar quatro bolsistas voluntários, todos do Jornalismo: Anamélia Sampaio (4° semestre), Érico Araújo Lima (3° semestre), Isabel Paz Sales (3° semestre) e Yuri Alexsander (4° semestre). Todos os bolsistas do PET devem dedicar 20 horas semanais às atividades do grupo.

O cargo de tutor deve ser ocupado por um professor doutor, efetivo no quadro de docentes e com trabalho acadêmico no curso. A rigor, ele pode ficar pelo tempo que quiser ou até que a Prograd considere sua substituição necessária. Riverson Rios, que agora pode ter que passar o cargo para outro professor por decisão própria, foi também o autor do projeto de criação do PETCom, elogiado pela Prograd por contemplar a questões referentes à interdisciplinaridade.

O PETCom até agora

O PETCom tem várias ideias e alguns projetos encaminhados, segundo a bolsista Natalia. Lançou uma campanha de arrecadação de mantimentos para as vítimas das enchentes ocorridas no Ceará nas últimas semanas e incentiva as atividades de dois grupos de estudo, o TVD (Grupo de Estudos de TV Digital) e o Getec (Grupo de Estudos de Tecnologia e Comunicação). O grupo tenta organizar, ainda, a palestra inaugural com a jornalista Adísia Sá, que deverá falar sobre a história do Curso de Comunicação Social.

Há, também, alguns projetos planejados, como a criação de um cineclube, a produção de vídeos didáticos em parceria com o PET da Faculdade de Medicina, a organização da Feira das Profissões no início de agosto, o resgate da memória do curso, a realização da Semana de Comunicação no 2° semestre, um ciclo de palestras e a organização do Ignite (ver abaixo).

Muitos dos projetos idealizados requerem planejamento de longo prazo, e o sucesso das atividades dependem de divulgação e da integração dos alunos, aponta Natalia. Para colaborar, diz Natalia, basta se apresentar a algum representante do PETCom – “Quem quiser, é só chegar e falar”, diz.

mais

» A Feira das Profissões é organizada pela Pró-Reitoria de Graduação e tem nos PETs  e nos monitores dos cursos de graduação os agentes mobilizadores das atividades. Estava prevista para os dias 27, 28 e 29 de maio, mas foi adiada para os dias 5, 6 e 7 de agosto “devido a razões técnicas e pelas incessantes chuvas”, conforme a Prograd.

» O Grupo de Estudos de TV Digital (TVD) começou suas atividades no último dia 26 e se reúne, semanalmente, às terças-feiras das 16 às 17 horas. O professor Nilton Júnior foi quem idealizou o projeto e o apresentou para o PET, que passou a incentivar e divulgar as reuniões.

» O Grupo de Estudos de Tecnologia e Comunicação (GETEC) dá início a suas atividades no dia 29 de maio, a partir das 10 horas. O PET também participa da divulgação, e o professor Riverson está diretamente envolvido no projeto.

» O ciclo de palestras já se inicia com a fala de Adísia Sá. Espera-se organizar, ainda, um conjunto amplo de debates, a ser planejado no longo prazo e com regularidade ao longo dos meses. Uma idéia já considerada envolve discussão sobre a crise econômica mundial.

» O Ignite é um projeto mundial, iniciado nos Estados Unidos, que propõe a estudantes e professores o desafio de apresentar trabalhos num tempo de 5 minutos em locais de lazer. A idéia é gerar descontração.

» O PET já tem site e e-mail: petcomufc@gmail.com.

Filed under: Curso, , , ,

MaisJabá no Twitter

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.