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Um jornalístico organizado por alunos do curso de Comunicação Social da UFC

Nova manifestação deflagra crise de legitimidade do DCE

Reitor nega pedido de audência com os estudantes argumentando que teria de partir do DCE; manifestantes acusam o diretório de ser ilegítimo

Uma nova manifestação de estudantes, realizada no início da tarde de ontem, por volta das 14 horas, nos jardins da Reitoria da UFC, deflagrou uma crise de legitimidade da atual gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

O protesto foi uma resposta à recusa do Reitor Jesualdo Farias em receber os alunos para discutir a aprovação dos novos cursos em campi da Capital e do interior com verba do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Segundo os manifestantes, Farias teria argumentando que o pedido de audiência só seria atendido se partisse diretamente do Diretório.

Mas o grupo, composto por estudantes de vários cursos, alega que o DCE é uma representação ilegítima. “É muito difícil falar do DCE aqui da UFC. Só é possível falar do que existe e o nosso DCE não existe. Existem pessoas que organizam festas e encaminham a carteirinha de estudante. O diretório não está atendendo as deliberações do V Congresso de Estudantes da UFC que aconteceu em abril”, diz o estudante de História Felipe Augusto, que participou do ato. “Lá nós decidimos pelo fim do Reuni e o DCE está passando por cima de uma instância superior a ele”, conclui.

A pró-reitora de assuntos estudantis Clarisse Gomes reiterou, em entrevista por telefone, que uma negociação direta com o reitor só poderia mesmo acontecer de forma oficial, se o pedido partisse do DCE. “Se os estudantes não consideram o diretório uma representação legítima, eles têm que se articular entre eles e resolver esse problema”.

Entre a insatisfação, há ainda a de que o Diretório já deveria ter convocado eleições. O diretor de finanças do DCE, Robson Bandeira, afirma que a prorrogação da atual gestão foi apoiada por 40 dos 41 Centro Acadêmicos (CAs) que participaram do último Conselho de Entidades de Base (CEB), em outubro. “Nas eleições, foram mais de 6 mil votos, mesmo assim disseram que não houve quórum. Nossa gestão foi eleita para fazer um trabalho, que estamos fazendo. Para mim, eles é que não têm legitimidade nenhuma”.

Os manifestantes afirmam que não querem só ser recebidos pelo reitor. “Nós queremos uma audiência pública, aberta à comunidade, mas é muito cômodo para Reitoria dizer que só vai fazer a audiência pública se o DCE pedir quando a gente tem um DCE que baixa a cabeça pra tudo que o reitor quer”, indigna-se a estudante de Medicina Cláudia Araújo. “Queremos também que a Reitoria apresente para a gente o projeto completo de expansão do Reuni”.

O grupo pretende comparecer CEB hoje para pedir ao DCE que exija uma audiência pública com a Reitoria, independente da opinião do diretório quanto ao Reuni.

O CEB acontecerá às 18h30min, na sede do DCE, e terá como uma das pautas o regulamento das eleições da nova gestão do diretório.

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» Com a intenção de convidar os alunos para o ato que aconteceria à tarde e mostrar como veem o Reuni, uma esquete foi organizada pelos estudantes e aconteceu no RU em horário de almoço. “O nome da esquete é Formação Mal Passada, porque fala de duas questões ao mesmo tempo: o Reuni e o RU que está fechando às 12h30min”, diz o estudante Raoni Aragão, um dos idealizadores da intervenção.

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Manifestantes teriam comemorado agressão

Manifestantes teriam comemorado agressão na reunião do Cepe

Manifestantes teriam comemorado agressão na reunião do Cepe (FOTO Chico Célio)

Após ocuparem a Reitoria na manhã da última sexta-feira (22) para protestar durante a reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), os estudantes teriam comemorado a agressão praticada por seguranças da UFC contra uma das meninas do grupo.

O +jabá apurou que, já dentro da Reitoria, depois de chamar a atenção dos outros manifestantes, a moça teria dito em tom de comemoração: “Gente, eu tenho um hematoma”. O aviso foi seguido de assovios e aplausos. E alguém ainda teria acrescentado: “Agora temos um fato político”.

Um dos representantes do grupo, o estudante de Direito Thiago Arruda, negou que os manifestantes ficariam felizes em ter sido agredidos. “A gente só lamenta que a universidade tenha chegado a essa postura, de se utilizar de força bruta para impedir que estudantes participem democraticamente das decisões”, conclui.

A pró-reitora de assuntos estudantis, Clarisse Gomes, afirma que o direcionamento das instâncias superiores para casos como esse é de não violência. Apesar disso, confirma que um segurança chegou até a puxar cacetete contra os manifestantes. “Mas tenho notícia também da agressividade dos estudantes que faziam gestos para os seguranças e deram até um ‘pé na bunda’ literalmente no cinegrafista da UFC-TV”.

A intenção do protesto era adiar a reunião do Conselho - que decidiu favoralmente à criação de sete novos cursos nos campi do interior e da Capital - para que a comunidade universitária pudesse debater o assunto. Uma audiência pública já está agendada para a próxima quarta-feira (3), às 14 horas.

AINDA EM TEMPO – Na reunião do Conselho Universitário (Consuni) – instância máxima nos aspectos deliberativo e consultivo -, a Reitoria esteve tranquila durante toda a manhã de hoje. Não houve manifestação estudantil. A reunião contou com a presença do Reitor, Jesualdo Farias, e discutiu a expansão da UFC.

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Projeto Pedagógico de Jornalismo é feito por bibliotecários

Projeto Pedagógico do curso de Jornalismo, no Cariri, é feito por bibliotecários

Projeto Pedagógico do curso de Jornalismo, no Cariri, é feito por bibliotecários (FOTO Chico Célio)

O Projeto Político-Pedagógico (PPP) do curso de Jornalismo, aprovado na última sexta-feira (22) pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) para o Campus Cariri da UFC, foi elaborado por uma comissão formada por professores de Biblioteconomia.

A comissão, que começou a redigir o PPP em março deste ano, foi composta por Vilma Maria Sudério, então coordenadora Acadêmica do Campus Cariri, e também pelas professoras Ariluci Goes Elliott e Débora Adriano Sampaio, coordenadora e vice de Biblioteconomia.

O +jabá teve acesso ao documento de 33 páginas – disponível aos Conselheiros para a votação – e também ao Parecer Técnico-Pedagógico. Ambos são baseados no trabalho que já havia sido feito para a reforma curricular do curso de Jornalismo aqui na Capital, há quatro anos.

Segundo o texto de apresentação, Vilma socilitou a Ariluci que “procedesse a revisão e ajustes neste projeto” inicial – que tem a assinatura, entre outros, do professor Ronaldo Salgado. É também Ariluci que ficará responsável pela implantação e gestão inicial das atividades da unidade acadêmica até a chegada dos novos professores.

A justificativa para a criação do curso é a necessidade de formar profissionais para atender à demanda crescente. De acordo com o texto, são 13 emissores de rádio e duas de televisão que já atuam nas cidades que compõem a região do Cariri. O curso será noturno, das 18h às 22h, e terá 50 vagas anuais.

Estrutura

O projeto traz em detalhes missão, perfil do profissional que ingressa na área, campos de atuação, além de diretrizes curriculares, estratégias pedagógicas e a estrutura físicia e humana que os graduandos irão precisar. O currículo de disciplinas que está para ser implantado é o mesmo que está em vigor em Fortaleza atualmente.

A previsão é que sejam abertas inicialmente 11 vagas para professores efetivos, que juntos deverão ministrar 40 disciplinas obrigatórias. Além deles, devem ser contratados também seis técnicos (cinegrafista e editor de imagem; fotógrafo e laborista; sonoplasta; técnico em audiovisual; auxiliar administrativo; secretária do curso de comunicação).

A intenção é construir um Laboratório de Redação e Produção Gráfica (com 50 computadores), Laboratório de Fotografia (com quatro espaços diferentes e 139 câmeras), dois Laboratórios de Produção Radiofônica e Laboratório de Produção Televisiva (tendo quatro salas com ilhas de edição).

O parecer técnico favorável foi assinado pelo pró-reitor de graduação, o professor Custódio Almeida.

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